Casos recentes reforçam alerta sobre segurança e cuidados com crianças autistas

Os recentes casos envolvendo crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em diferentes regiões do Brasil reacenderam um debate essencial: a importância da segurança e da prevenção no cuidado com crianças autistas.

Entre os episódios que comoveram o país estão o da menina Alice, que desapareceu e foi encontrada viva após dois dias de buscas, a quilômetros do local onde havia sumido, e o do menino Brenno que caiu do 10º andar de um prédio e, apesar da gravidade da situação, sofreu apenas algumas fraturas.

Para especialistas, situações como essas não devem ser tratadas com julgamento, mas como um chamado à reflexão e à ação preventiva.

De acordo com a psicóloga e cofundadora da Abraço, Denise Ribeiro, crianças com TEA podem apresentar vulnerabilidades específicas relacionadas à percepção de risco.“Mais do que buscar culpados, esses acontecimentos nos convidam a uma reflexão necessária: como podemos prevenir riscos e criar contextos mais seguros para crianças neurodivergentes?”, destaca.

O Transtorno do Espectro Autista é uma condição do neurodesenvolvimento que envolve diferenças na comunicação social, padrões comportamentais restritos ou repetitivos e alterações no processamento sensorial. Essas características podem impactar diretamente o comportamento da criança em ambientes cotidianos.

Estudos indicam que crianças autistas apresentam maior propensão a comportamentos de fuga, impulsividade e dificuldade em avaliar riscos ambientais, o que aumenta a probabilidade de acidentes.

Pensar em segurança é parte fundamental do processo terapêutico. Medidas simples, como redes de proteção em janelas e sacadas, travas em portas e portões, identificação da criança, rotinas previsíveis e supervisão redobrada, podem reduzir significativamente situações de risco.

Outro ponto destacado é a importância da orientação parental e do cuidado integrado entre família, escola e equipe multiprofissional. “Nenhuma família deveria enfrentar isso sozinha. A prevenção é um trabalho coletivo e contínuo”, conclui Denise.

A Abraço reforça que informação, empatia e planejamento são fundamentais para garantir mais segurança, proteção e qualidade de vida para crianças autistas e suas famílias.

Por Comunicação Startup Abraço