Governo de Sergipe lança catálogo que eterniza a trajetória de 15 mestras e mestres do artesanato

Na próxima quinta-feira, 18, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem) e em parceria com a Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), realizará o lançamento oficial do livro “O sublime ofício das mãos - mestres e mestras do Artesanato Sergipano”. O evento acontecerá das 18h às 21h, no Museu da Gente Sergipana, em Aracaju.

A publicação inédita é um verdadeiro marco na preservação da memória do estado, registrando a trajetória, os saberes, as técnicas e as histórias de vida de 15 grandes nomes do artesanato local. Mais do que um livro, o catálogo atua como um instrumento de valorização, reconhecendo o ofício manual como patrimônio, fonte de renda e expressão da identidade sergipana.

Nas páginas da obra, o público encontrará narrativas em primeira pessoa e fotografias exclusivas que passeiam por diversas tipologias artesanais presentes em Sergipe, como a cerâmica, madeira, renda irlandesa, renda de bilro, tecelagem, couro e escultura em pedra. 

O projeto tem a missão de ampliar a visibilidade desses mestres, que são verdadeiros guardiões dos conhecimentos transmitidos entre gerações, impulsionando a promoção turística, o fortalecimento da economia criativa e a inclusão social em Sergipe, além de projetar esses talentos para o cenário nacional e internacional. No catálogo, estão registrados os patrimônios culturais materiais e imateriais de Sergipe, fortalecendo a identidade cultural sergipana.

A publicação é um registro permanente da memória cultural de Sergipe. Ao reunir histórias de vida, técnicas, saberes e trajetórias de mestres e mestras artesãos, o Governo do Estado reafirma seu compromisso com a valorização da cultura, da economia criativa e da identidade do povo sergipano.

Programação

Para celebrar este momento histórico, a noite contará com um roteiro especial de reverência à cultura popular. A cerimônia terá início com a recepção dos convidados e a abertura institucional, seguida da apresentação oficial do livro e dos artesãos em destaque. 

A programação oferece, ainda, a exposição de obras dos 15 homenageados, uma noite de autógrafos, visitação aberta e um momento dedicado à integração entre os artistas, autoridades, instituições parceiras e o público presente.

Mestres e mestras homenageados

A publicação exalta a diversidade técnica e regional do artesanato de Sergipe, dividindo-se pelas principais matérias-primas que moldam nossa cultura:

Cerâmica

Na arte do barro, a obra eterniza Beto Pezão (Santana de São Francisco), criador dos famosos bonecos de “pezão”, é Patrimônio Vivo da Cultura Sergipana e possui obras espalhadas por importantes espaços públicos do estado; Mestre Gilson (Laranjeiras), guardião da memória arquitetônica através de suas miniaturas de casarões e monumentos históricos; e Dona Nem (Itabaianinha), mestra da Louça Morena, representante da quinta geração de artesãos do povoado Poxica e uma das principais guardiãs dessa técnica de forte herança indígena.

Madeira

A força do entalhe é representada por Antônio Gomes (Itaporanga d’Ajuda), que esculpe pássaros, frutos e elementos do cotidiano rural, unindo sustentabilidade e identidade cultural; Mestre Demar (Laranjeiras), que produz peças marcadas pela religiosidade, memória popular e excelência técnica, contribuindo para a preservação dos saberes tradicionais; Nivaldo Oliveira e Mestre Passos (ambos de São Cristóvão), referências que narram a cultura popular nordestina e formam novos talentos; Mestre Tonho (Poço Redondo), trazendo a inspiração no sertão, na caatinga e na cultura do cangaço; e o aclamado Véio (Nossa Senhora da Glória), expoente internacional que une em suas esculturas imaginação, memória sertaneja e forte identidade cultural.

Fios e Fibras

O delicado e complexo trabalho manual é celebrado através de Dona Alzira (Divina Pastora), mestra da renda irlandesa; Neidiele (Divina Pastora), jovem que garante a renovação dessa importante tradição; Dona Dominga (Poço Redondo), guardiã da renda de bilro no sertão sergipano; e Dona Rosa (Poço Verde), liderança na produção de redes artesanais na comunidade Malhadinha.

Couro e Pedra

O sertão, a cultura do vaqueiro e do cangaço ganham vida com Mestre Orlando (Poço Redondo), especialista na arte em couro e Mestre Zeus (Areia Branca), que impressiona pela precisão técnica ao transformar a pedra em arte.

Foto: Germana G. Araújo