3ª edição do Projeto Ara Dudú reforça o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas

A educação escolar aliada aos saberes dos povos de matriz africana tem fortalecido práticas educativas antirracistas nas escolas e apontado caminhos para a implementação da Lei nº 11.645/08, que estabelece o ensino da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena nas instituições de ensino.

A 3ª edição do Projeto Ara Dudú (Corpo Negro) – Formação de Formadores realizou, ao longo do mês de maio, quatro encontros formativos no Ilê Asé Opo Osogunladê, localizado no povoado Caípe Velho, em São Cristóvão (SE), além de uma atividade no Museu de São Cristóvão.

Durante a formação, foram trabalhadas temáticas como saberes tradicionais, referências negras na história e na literatura, além dos cuidados com o corpo e a natureza. O encerramento contou com uma importante troca de experiências por meio da palestra da diretora e pedagoga Iraildes Nascimento, da Escola Municipal Eugênia Anna dos Santos, localizada dentro do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, em Salvador (BA).

As oficinas foram facilitadas por Dona Josefa do Sítio Alto, pelo Babalossain Odé Toywa (Fábio Rocha), pelo professor João Mouzart, pelo babalaxé e professor Reginaldo Daniel Flores, pela mestranda Vanessa e pelo professor Adinelson Filho.

O projeto é financiado por meio de emenda parlamentar da deputada estadual Linda Brasil, via Secretaria de Estado da Educação de Sergipe (Seed), com apoio da Prefeitura de São Cristóvão.

Trajetória do Ara Dudú

Realizado desde 2024, o Projeto Ara Dudú teve sua primeira edição com oficinas voltadas para formadores realizadas em escolas da rede municipal de São Cristóvão. Já a segunda edição, intitulada Ara Dudú: oficinas de ritmos, narrativas e sabores, foi apoiada pela Lei Aldir Blanc e também desenvolvida junto a professores da rede municipal, desta vez no espaço do terreiro.

Texto e foto assessoria