Secretaria de Estado da Saúde reforça as orientações para prevenção das síndromes respiratórias

Com a aproximação do período de maior circulação de vírus respiratórios, a Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe (SES) reforça as orientações à população para a prevenção das síndromes respiratórias, especialmente diante do aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registrado no boletim epidemiológico divulgado neste mês de fevereiro.

Após grandes aglomerações, como o Carnaval, é comum o aumento da circulação de vírus respiratórios. Até o momento, porém, os casos registrados têm sido leves, com atendimento predominante nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Segundo o diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio Góes, a prevenção é a principal estratégia para reduzir a transmissão dos vírus. “Estamos entrando em um período de sazonalidade das doenças respiratórias, o que exige atenção redobrada da população. Medidas simples, como manter a vacinação em dia, higienizar as mãos com frequência e evitar contato com outras pessoas ao apresentar sintomas gripais, são fundamentais para proteger a si e aos mais vulneráveis”, destacou o diretor.

Em caso de sintomas gripais, a orientação é o uso de máscaras e evitar a circulação em ambientes com aglomeração, assim como o contato com recém-nascidos e idosos. Para os sintomas leves e brandos, orienta-se procurar uma Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa e, caso exista algum grau de complicação, o paciente será encaminhado para uma unidade hospitalar.

Estratégia de prevenção  

Entre as principais medidas de prevenção estão a vacinação de gestantes contra infecções respiratórias, incluindo aquelas causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e a aplicação do anticorpo monoclonal nirsevimabe em bebês prematuros. Os imunizantes, implantados no Sistema Único de Saúde (SUS), são considerados fundamentais para reduzir os impactos da sazonalidade, especialmente entre os públicos mais vulneráveis.

Diante do aumento na circulação de vírus respiratórios, a meta é alcançar 90% de cobertura vacinal contra a Influenza e a Covid-19, percentual essencial para ampliar a proteção coletiva. No entanto, os índices ainda estão abaixo do ideal em alguns grupos prioritários, o que reforça a necessidade de intensificar as estratégias de mobilização e conscientização da população. Manter a vacinação em dia é fundamental para reduzir casos graves, internações e óbitos, além de diminuir a circulação viral nos períodos de maior transmissão.

Capacitação dos profissionais

A SES vem se preparando, em conjunto com os profissionais que atuam na rede estadual de urgência pediátrica, para discutir e alinhar o protocolo de atendimento a crianças e adolescentes durante o período de sazonalidade das síndromes respiratórias. O protocolo tem como objetivo organizar e fortalecer a rede pública de saúde para enfrentar o possível aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), condição que impacta principalmente a população infantil.

 Além disso, com o intuito de preparar a rede assistencial, o Hospital da Criança Dr. José Machado de Souza, administrada pela Organização Social (OS) Irmandade Boituva de Saúde e Educação realizou, nos dias 23 e 24, a primeira etapa do curso “Suporte Avançado e Síndrome Respiratória”, voltado a médicos e enfermeiros da unidade. A iniciativa, realizada pela Diretoria Médica e Diretoria Assistencial, com apoio do Núcleo de Educação Permanente (NEP), integra as ações de fortalecimento da assistência e qualificação contínua das equipes. A próxima etapa está prevista para o dia 26 de fevereiro.

 A pediatra da unidade, Joara Almeida, destacou que a capacitação abordou temas como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e o Suporte Avançado de Vida em pediatria, incluindo manejo de parada cardiorrespiratória e condutas no atendimento ao paciente crítico. “A atualização é fundamental para garantir um atendimento mais seguro e eficaz às crianças em estado crítico. Quando a equipe se prepara e se mantém atualizada, quem mais ganha é o paciente”, explicou a pediatra.

 A enfermeira Michelli Oliveira reforçou a importância da qualificação contínua diante das mudanças no cenário das síndromes respiratórias, ressaltando a necessidade de atualização constante das equipes. “Participar dessas capacitações é essencial para agregar conhecimento, porque estamos sempre lidando com novas variantes, principalmente das síndromes gripais. A cada dia surgem novas informações, e isso exige que o tratamento seja ajustado”, afirmou.

Foto: Felipe Goettenauer