Mutirão do Cadastro Único atende cerca de 20 idosos do Grupo Bom Viver

Para quem participa, semanalmente, de um grupo de convivência, ter acesso a serviços da assistência social no próprio espaço de encontro pode fazer toda a diferença. Foi assim para cerca de 20 integrantes do Grupo Bom Viver, do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Madre Tereza de Calcutá. Na tarde desta terça-feira, 8, eles receberam orientações e atendimento para inclusão e atualização do Cadastro Único (CadÚnico).

A ação, promovida pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), ocorreu na Associação de Moradores do Sol Nascente e JK, localizada no bairro Jabotiana. A iniciativa buscou aproximar os serviços da assistência social dos usuários e facilitar o acesso às informações e aos benefícios vinculados ao Cadastro Único.

Durante o mutirão, os participantes receberam orientações sobre programas sociais e serviços que utilizam o CadÚnico como instrumento de acesso. Entre eles está a Carteira da Pessoa Idosa, documento que possibilita a gratuidade ou o desconto de, no mínimo, 50% no valor das passagens de transporte interestadual para pessoas com 60 anos ou mais e renda individual de até dois salários mínimos.

Além das orientações, a equipe realizou inclusões e atualizações cadastrais. A manutenção dos dados é fundamental para que as informações das famílias permaneçam corretas e deve ser feita, preferencialmente, a cada dois anos ou sempre que houver alguma alteração na composição familiar, na renda ou em outras informações declaradas.

Segundo a coordenadora do Cadastro Único da Semfas, Carla Vanessa Dória, a realização de mutirões permite que o serviço chegue mais perto das comunidades e seja articulado com as equipes dos Cras, responsáveis pelo acompanhamento das famílias.

“O Cadastro Único vai onde a comunidade está. Isso é importante porque a gente fica mais perto dos usuários, principalmente os que mais necessitam desse atendimento. Em um primeiro momento, a equipe técnica do Cras nos envia a relação dos idosos e o CPF de cada um deles. Depois, fazemos a consulta no sistema federal para sabermos a situação da família. Dessa forma, quando a equipe vai ao local orientar sobre a importância do Cadastro Único, já sabe a situação de cada um e orienta sobre o processo de atualização ou inclusão”, explicou.

Acesso ao serviço

A ação foi organizada a partir de uma demanda identificada pela equipe do Cras Madre Tereza de Calcutá junto aos integrantes do Grupo Bom Viver. Para o psicólogo e técnico de referência do equipamento, Pedro Alves dos Santos, a articulação com a equipe do Cadastro Único facilita o acesso ao serviço, especialmente para pessoas que apresentam dificuldades de locomoção.

“A equipe técnica que realiza o acompanhamento das idosas percebeu que algumas precisavam atualizar o Cadastro ou mesmo realizar a inscrição. Como algumas têm dificuldade de locomoção, mobilizamos a equipe do Cadastro Único. Foi bem tranquilo, pois elas estão reunidas no mesmo lugar toda semana. Isso facilitou bastante o trabalho”, afirmou.

Ainda segundo Pedro Alves, a atualização dos dados contribui para qualificar o acompanhamento realizado pela assistência social e subsidiar o planejamento das ações. “É extremamente importante para que a gente possa manter nossos sistemas atualizados, quantificar o trabalho e trazer mais qualidade ao serviço. Com os registros atualizados, podemos planejar ações de acordo com a demanda do grupo”, acrescentou.

Entre as participantes estava a aposentada Avanilda Barreto de Sá, de 75 anos. Integrante do Grupo Bom Viver, ela aproveitou a oportunidade para realizar a inclusão no Cadastro Único e se surpreendeu com a possibilidade de resolver a demanda durante a própria atividade de convivência. “O atendimento foi ótimo. Achei que seria só apresentação do Cadastro e dos benefícios, mas eu já aproveitei para me incluir também. Foi muita assinatura, mas foi bom. Fui atendida logo e de forma rápida. Fiquei satisfeita porque achei que ia demorar”, contou.

A iniciativa reforça a estratégia da Semfas de descentralizar e aproximar os serviços do Cadastro Único da população, especialmente de pessoas que podem encontrar dificuldades para se deslocar até os pontos fixos de atendimento.

Foto: Ascom/Semfas