Ivan Leite recorda  atuação do ex-promotor de Estância, Rony Almeida

O promotor de Justiça José Rony Silva Almeida morreu neste domingo (11), aos 59 anos, vítima de câncer. A informação foi divulgada por meio de uma nota de falecimento, que também comunicou os detalhes da cerimônia de despedida.

O velório aconteceu nesta segunda-feira, 12 de outubro, à 8h, na Sala Vip 4 do Park La Pace, localizado na Avenida Dr. Lauro Porto, nº 116, no bairro Santa Cecília, em Nossa Senhora do Socorro, na Grande Aracaju.

A cerimônia foi encerrada às 16h e logo em seguida, o corpo foi encaminhado para cremação.

Nascido em 7 de agosto de 1967, José Rony deixa familiares e amigos, que prestaram as últimas homenagens durante a despedida.

Rony Almeida ocupou o cargo de procurador-geral de Justiça, a função máxima do Ministério Público de Sergipe, por dois mandatos consecutivos: foi eleito para o biênio 2014–2016 e reeleito para o período de 2016–2018.

A principal bandeira de Rony Almeida à frente do Ministério Público foi o combate à corrupção e ao crime organizado, com investimentos em tecnologia e inteligência para fortalecer as investigações e a defesa do patrimônio público. (Hora News).

Nota de Pesar – MPSE lamenta o falecimento do Promotor de Justiça José Rony Silva Almeida

O Ministério Público de Sergipe lamenta o falecimento do Promotor de Justiça José Rony Silva Almeida.

José Rony da Silva Almeida ingressou no Ministério Público de Sergipe no ano de 1992. Iniciou a sua trajetória na instituição como Promotor de Justiça no município de Porto da Folha. Atuou nas comarcas de Cristinápolis, Maruim e Estância. Foi Secretário-Geral do MPSE por quatro anos, presidiu a Associação Sergipana do Ministério Público (ASMP), também por quatro anos, e foi Presidente do Grupo Nacional dos Direitos Humanos (GNDH), órgão integrado ao Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG).

Em novembro de 2014, tomou posse como Procurador-Geral de Justiça para o biênio 2014/2016. Em novembro de 2016, foi reconduzido ao cargo  e chefiou o MPSE por mais um biênio (2016/2018). Atualmente era Promotor de Justiça Titular da 2ª Promotoria de Justiça dos Direitos à Saúde de Aracaju.

O velório aconteceu nesta segunda-feira, dia 12, das 8h às 16h, no Cemitério e Crematório Park La Pace, localizado na Av. Dr. Lauro Porto, Santa Cecília, Nossa Senhora do Socorro.

A instituição se solidariza com os colegas de trabalho, familiares e amigos.

O Procurador-Geral de Justiça, Nilzir Soares Vieira Junior, decretou luto oficial de três dias no Ministério Público de Sergipe. (Secretaria-Geral do Ministério Público de Sergipe)

IVAN LEITE RECORDA ATUAÇÃO DE  DR. RONY ALMEIDA EM ESTÂNCIA

Dr. Rony era um promotor atuante e rigoroso, temido por muitos pela firmeza com que exercia suas funções. Foi assim que me descreveram sua atuação quando assumi o cargo de prefeito de Estância, em 2005.

Aliás, Estância estava sob “intervenção judicial” quando assumi, com sua movimentação financeira submetida ao rigoroso crivo do Judiciário, à época sob a responsabilidade do competente e igualmente rigoroso juiz Dr. Adailton.

Após anos de convívio institucional, minha avaliação foi a de que ambos foram extremamente corretos e de que suas atuações evitaram a dilapidação total dos recursos do município.

Tanto assim que, após ambos deixarem de atuar em Estância, tomei a iniciativa, como prefeito, de homenageá-los, dando seus nomes às duas sedes dos Conselhos Tutelares da Infância e da Adolescência. Eu havia acabado de construir a sede própria do Conselho da Cidade Nova e de adquirir um imóvel que antes abrigava uma bela clínica para instalar a sede do Conselho do Centro.

Fui, porém, surpreendido pela proibição, ainda pouco divulgada e aplicada à época, de dar a prédios públicos nomes de pessoas vivas, mesmo que merecessem a homenagem, como era o caso.

Como já lhes havia comunicado as homenagens que pretendia fazer, tive a desagradável incumbência de informar que não poderia mais realizá-las daquela forma. Solicitei, então, a ambos que sugerissem nomes de pessoas a serem homenageadas.

Dr. Rony sugeriu o nome de seu colega, Dr. Valdir, que havia falecido em decorrência do exercício do cargo. E  concordando com ele, quanto ao merecimento do novo homenageado assim o fiz.

Ivan Leite

A Tribuna Cultural – Por Magno de Jesus