Fapese é a primeira fundação de apoio a participar do Sergipe Oil & Gas

A Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (Fapese) vive um novo momento de expansão e fortalecimento de parcerias estratégicas. Como parte desse movimento, tornou-se a primeira fundação de apoio a patrocinar o Sergipe Oil & Gas 2026, principal evento da cadeia de petróleo e gás do estado, realizado entre os dias 29 e 31 de julho, no Centro de Convenções AM Malls, em Aracaju.

Ao longo de mais de três décadas, a Fapese atua na gestão de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), programas socioambientais e prestação de serviços especializados em parceria com instituições como a Petrobras e a Universidade Federal de Sergipe (UFS). Entre as iniciativas em andamento estão projetos voltados à especiação de correntes de origem biogênica de produtos do refino de petróleo, estudos sobre compatibilidade química de polímeros e elastômeros, o Programa de Educação Ambiental com as Comunidades Costeiras (PEAC-SEAL) e o Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Ações na Área de Ciência e Tecnologia.

"Esses projetos evidenciam a capacidade da Fapese em atuar na gestão de iniciativas de grande porte voltadas à inovação tecnológica, pesquisa aplicada, responsabilidade socioambiental e apoio institucional", disse a presidente da Fundação, Maíra Bittencourt.

Atualmente, a Fundação administra cerca de R$ 40 milhões em projetos ativos voltados à pesquisa científica, ao desenvolvimento de laboratórios tecnológicos, à formação acadêmica e à produção de conhecimento. A Fapese é responsável pela gestão financeira e administrativa, além de compras, contratações e prestação de contas, captação de recursos e elaboração de propostas, gestão de cursos e programas de capacitação, relacionamento com empresas e financiadores.

De acordo com o diretor e fundador da Austral Consultoria, Nicolás Honorato, responsável pela realização do Sergipe Oil e Gás, as fundações de amparo à pesquisa estaduais são as principais modalidades de acesso às empresas para promover tecnologia, inovação e desenvolvimento de soluções.

"É a primeira vez que temos uma fundação de amparo à pesquisa a participar de um evento nosso. A gente faz eventos há muitos anos no Brasil e ficamos muito felizes quando a gente recebeu o interesse da Fapese no evento, com essa visibilidade, inclusive colado com a Arena da Inovação. Eu acho que é perfeito para o evento e para a Fundação", parabenizou.

A gerente de negócios e parcerias da Fapese, Kathyanne Souza, explica que a Fapese tem experiência de aproximadamente 20 anos na administração de projetos voltados para o setor de petróleo e gás.

"Temos extensa atuação nessa área e experiência, com nossa equipe técnica, inclusive da Universidade Federal de Sergipe. A Fapese está pronta para novas parcerias e para fortalecer esse setor. O nosso objetivo é que a gente possa expandir cada vez mais nessa área, porque temos uma gama muito grande de professores técnicos voltados para área, inclusive estamos em negociação para, muito em breve, iniciar um novo projeto de PD&I, prestando serviços especializados e consultoria técnica para esse segmento", explicou.

O analista de negócios e parcerias da Fapese, Deyvisson Nunes, conta que a Fundação manifestou interesse em participar do SOG 2026 desde o momento em que teve conhecimento da realização do evento. "A Fapese já tem uma relação com o setor, então vimos que era muito importante a nossa participação e de uma forma diferenciada. Pelo fato de ser a primeira fundação a estar apoiando e participando do evento, é um momento também que temos de ampliar ainda mais a nossa gama de produtos e serviços e mostrar toda a nossa capacidade técnica de atender qualquer tipo de projeto do ramo", reiterou.

Um dos projetos expostos no stand da Fapese ao longo do Sergipe Oil e Gás é o Centro de Inovação em Durabilidade Acelerada para Automóveis Elétricos (CIDA), desenvolvido pela Fapese em parceria com a UFS. "Estamos apresentando nosso laboratório de desenvolvimento de testes de durabilidade acelerada de dinâmica aplicada de vibrações. No laboratório conseguimos verificar a falha de materiais antes mesmo de ser lançado no mercado. Conseguimos reproduzir curvas de vibração em transportes e verificar como o equipamento vai resistir durante um envio para determinado local. Além disso, realizamos análise modal experimental da parte de meteorologia fina, além de outras pesquisas como ensaios em câmara climática, controle de temperatura de umidade, que são equipamentos industriais", explicou o professor coordenador do laboratório, Alexandre Ramos.

Foto: Maria Vitória Guimarães/Ascom Fapese