Deso trabalha para desobstruir pontos de barramento na captação de água em Malhador

O monitoramento diário de mananciais realizado por equipes da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) detectou que a produção plena de água no município de Malhador está sendo impactada pela existência de barramentos ao longo dos riachos Mata Verde e Cajueiro dos Veados, utilizados para irrigação agrícola.

Essas intervenções reduzem o volume de água que chega aos pontos de captação da companhia, comprometendo a vazão disponível para produção. Além disso, podem alterar a dinâmica natural dos mananciais, intensificando a movimentação de sedimentos e elevando os níveis de cor e turbidez da água bruta, o que dificulta o processo de tratamento.

Como reflexo desse cenário, a produção do sistema opera, momentaneamente, abaixo da sua capacidade plena, com redução aproximada de 10 mil litros por hora em relação ao que historicamente era produzido. Ainda assim, a Deso mantém a produção em torno de 90 metros cúbicos por hora (m³/h), volume superior aos 60 m³/h previstos em contrato com a Iguá Sergipe. Antes da intensificação dessas intervenções, o sistema operava com produção superior a 100 m³/h na região, evidenciando o impacto direto dos barramentos sobre a capacidade produtiva.

Monitoramento contínuo

A Deso segue monitorando a situação, realizando levantamentos técnicos nos mananciais e adotando as medidas necessárias para minimizar os impactos na produção de água. Na última segunda-feira, dia 23, a companhia continuou o ciclo de fiscalizações, com o uso de drones para melhor observação das áreas e elaboração de relatórios a serem encaminhados aos órgãos ambientais competentes, de modo a evitar que a situação interfira na produção de água e na qualidade de vida da população malhadorense.

A companhia ressalta que os níveis atuais podem sofrer variações, a depender das condições dos mananciais e da continuidade dos barramentos ao longo dos riachos. Para garantir a segurança operacional, a estação de tratamento realiza paradas programadas diárias, com duração média de quatro horas, destinadas à recomposição dos níveis dos reservatórios e à retomada adequada do bombeamento.

Foto: Ascom Deso