Prefeitura amplia educação ambiental com formação prática no Parque Poxim

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), realizou a quarta formação dos Guardiões do Clima, projeto itinerante da Sema que busca formar lideranças ambientais entre os alunos da rede pública. Dessa vez, os estudantes foram neste segunda-feira, 31, até o Parque Ecológico Poxim, localizado na Av. Tancredo Neves, para participarem de uma tarde de aprendizados e vivências práticas.

A proposta da formação surgiu devido à importância do Parque Poxim para a cidade, que abriga diversas espécies da fauna e da flora locais. Entretanto, o espaço enfrenta problemas como o descarte inadequado de resíduos sólidos, que compromete a biodiversidade e o ecossistema, além de representar um desafio ambiental para o município.

A formação buscou estimular o protagonismo dos estudantes por meio da observação do ambiente e da proposição de soluções para os problemas identificados. Para isso, os guardiões foram divididos em três grupos, cada um com um foco específico de observação, conduzidos a partir de especialistas da Sema: grupo vegetação, grupo água e resíduos, e grupo animais. Ao final do levantamento prático, os grupos registravam as observações em um fichamento e propuseram soluções para os problemas encontrados.

A secretária do Meio Ambiente, Emília Golzio, abriu a formação destacando a importância do momento para os estudantes criarem uma consciência ambiental e se tornarem mais críticos para com o meio ambiente. Para Emília, a atividade é importante porque coloca os estudantes em uma posição de protagonismo.

“Esse trabalho de colocar o guardião no local, de ele entender quais são as problemáticas e propor soluções, é colocar o estudante em um local de protagonista, que é justamente o que propõe os Guardiões do Clima: que eles sejam investigativos e que também sejam proponentes de solução. Além disso, quando a gente coloca os estudantes em um determinado ambiente, solta eles e fala: ‘vai, atua’, a individualidade de cada um, diante de todo o conhecimento que foi abordado ao longo das oficinas, vem à tona”, declarou.

O gestor de projetos da Sema, Pedro Vinícius, destacou que o material coletado não será utilizado apenas para reflexão, mas também para a produção de um relatório que será encaminhado ao Conselho do Poxim, com o objetivo de contribuir para as discussões sobre formas de preservação para esse importante espaço da cidade. “No final, após todas as análises, a ideia é de que esse documento eles transformem, de fato, em um relatório que vai ser encaminhado para o comitê do Poxim. Vai ser incrível porque eles vão estar contribuindo para uma pauta que realmente é muito séria e importante para Aracaju”, ressaltou.

Para a coordenadora pedagógica da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) José Conrado de Araújo, localizada temporariamente no bairro São José, Ivanilde Menezes, a formação é fundamental para estimular o senso de criticidade entre os alunos . “Aqui é técnica de estudo do meio, onde os estudantes irão observar a paisagem e fazer anotações do que está certo, do que precisa melhorar. É muito importante que eles se envolvam nessas atividades, criem um sentimento de pertencimento e também levem o que viram aqui para a escola, que proponham soluções”, enfatizou.

O olhar dos guardiões sobre as problemáticas ambientais

A guardiã da Emef José Conrado de Araújo, Keyla Alexandra, estava entusiasmada com a atividade e compartilhou os aprendizados durante a quarta formação do projeto. “Acho que essa está sendo a melhor formação por causa da quantidade de informações, eu estou gostando muito. Até agora aprendi bastante sobre as diferentes espécies de abelhas, sobre os caranguejos, sobre formas de prevenção. Aprendi também que as fezes expostas de gatos e cachorros fazem mal e podem passar doenças para os animais que estão aqui”, explicou.

A guardiã da Emef Presidente Vargas, localizada no Siqueira Campos, Mirelle Souza, que estava no grupo de vegetação, destacou que aprendeu sobre a problemática do município com as plantas exóticas, que disputam recursos com as espécies nativas. “Aprendi que existem vários tipos de árvores, inclusive que algumas são prejudiciais para o mangue, como as exóticas. Existem também algumas plantas comuns daqui, mas que acabam prejudicando o ambiente porque são muito agressivas. É bem interessante porque, além de estarmos aprendendo sobre as plantas, a gente também está descobrindo formas de como solucionar um problema, como ajudar a melhorar esses problemas”, disse.

Já para a guardiã da Emef Alcebíades Melo Vilas Boas, do bairro Industrial, Ana Laura, o destaque da formação foi perceber o descarte inadequado de resíduos sólidos no parque, que prejudica os animais e a vegetação locais. “Nós vimos muito lixo por aqui, esgotos lançados incorretamente e pequenos caranguejos que, infelizmente, comem micro plásticos e morrem porque micro plásticos não são alimentos. Como proposta de solução, nós pensamos em ampliar a quantidade de lixeiras, para estimular as pessoas a fazer o descarte correto”, informou.

Após uma tarde de aprendizado e observação em campo, os guardiões levam consigo a importância de preservar o meio ambiente e de buscar soluções para os desafios ambientais encontrados no espaço. O Guardiões do Clima é mais do que um projeto itinerante, é uma forma de dialogar com a futura geração e de estimular, cada vez mais cedo, cidadãos mais críticos para os desafios ambientais de Aracaju.

Foto: Raquel Fernandes.

Ascom/SEMA