PMA compartilha experiências durante 7ª Mostra Sergipe Aqui Tem SUS

Ampliar o acesso, qualificar o cuidado e alcançar quem mais precisa são os pilares das experiências apresentadas pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Aracaju na 7ª Mostra Sergipe Aqui Tem SUS, realizada nesta quinta-feira, 23, na sede da Superintendência do Ministério da Saúde em Sergipe. Ao todo, seis trabalhos da capital foram selecionados, evidenciando práticas que impactam diretamente a vida da população usuária do SUS.

A mostra reúne iniciativas exitosas desenvolvidas nos municípios sergipanos e funciona como vitrine para estratégias que fortalecem o sistema público de saúde. De acordo com o coordenador do evento, Salviano Mariz, o crescimento da participação ao longo dos anos demonstra o reconhecimento dos municípios sobre a importância do espaço. “É uma forma de visibilizar o que eles fazem nos seus territórios e trocar experiências. Os melhores trabalhos representarão Sergipe em evento nacional”, afirmou.

Entre os trabalhos apresentados por Aracaju, a organização do acesso na Atenção Primária ganhou destaque. A gerente estratégica da Rede de Atenção Primária (REAP), Maria Fernanda Oliveira, explicou que a proposta de “acesso avançado adaptado” busca alinhar a agenda dos profissionais às demandas reais da população. “Quando a gente adapta à necessidade de cada território, conseguimos atender de forma mais resolutiva. A medida vem reduzindo barreiras e fortalecendo o vínculo entre equipes e usuários, destacou.

Outro eixo relevante foi o cuidado com populações em situação de vulnerabilidade. A gerente técnica do Projeto Redução de Danos, Keila Costa, levou a “Cartografia dos Territórios”, iniciativa que mapeia dinâmicas sociais e de saúde em diferentes regiões da cidade. “A gente possibilitou a aproximação com as oito regiões sanitárias, entendendo a dinamicidade de cada território. A estratégia qualifica as ações junto aos públicos atendidos”, ressaltou.

Também voltado a esse público, o Pop Rua Aju evidenciou a importância da atuação intersetorial. O assessor estratégico do programa Consultório na Rua, Márcio Augusto Oliveira, enfatizou que o trabalho se baseia na escuta ativa e na construção de vínculos. “O eixo principal do nosso trabalho é a intersetorialidade como ação para o cuidado da população em situação de rua. A  integração entre diferentes secretarias e a sociedade civil, é essencial para devolver a dignidade”, considerou.

Na promoção da saúde, a estratégia da Academia da Cidade mostrou resultados consistentes na inclusão do público masculino. A assessora estratégica da REAP, Marília Alves, destacou que a criação de clubes de corrida ampliou a participação desse grupo. “O clube de corrida se mostrou um grande potencial para aumentar a adesão do público masculino. De maneira geral, o programa tem um percentual de 95% de participação feminina, enquanto no clube de corrida a gente consegue atingir 20% da participação masculina. Então, no programa computou uma participação de 5% e no clube de corrida isso aumenta, quadruplica”, explicou.

Já na atenção especializada, o projeto “Sem Medir a Vida” trouxe inovação no acompanhamento de pessoas de 2 a 22 anos com diabetes tipo 1. A gerente estratégica da Rede de Atenção Especializada (REAE), Hortência Gois, enfatizou que o uso de sensores de glicose, aliado à educação em saúde, melhora a adesão ao tratamento. “O paciente consegue compreender melhor sua própria doença e evitar complicações. Ele o sensor e consegue compreender o que está acontecendo dentro do seu próprio corpo, de sua própria doença, melhorando o cuidado, evitando complicações e evitando hipoglicemias”, detalhou.

A co-gestão e o fortalecimento das equipes da ponta também foram abordados. O apoio institucional da REAP, Gabriela Vilanova, destacou a importância da participação ativa dos profissionais no novo modelo de cofinanciamento. “Isso melhora a qualidade do atendimento na ponta e tem impacto direto na assistência à população”, concluiu.

Foto: Ascom/SMS