Janeiro roxo: Prefeitura reforça as ações de conscientização e vigilância contra a hanseníase

Manchas na pele com alteração de sensibilidade são sinais de alerta para uma doença que tem cura e tratamento gratuito garantido pelo SUS. Em Aracaju, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), reforça no Janeiro Roxo as ações de conscientização e vigilância contra a hanseníase, que ocorrem de forma contínua ao longo do ano.

A população pode buscar assistência pelo Programa Municipal de Controle da Hanseníase (PMCH), que disponibiliza diagnóstico, tratamento e acompanhamento nas 45 Unidades de Saúde da Família (USFs). A rede também conta com o Centro de Especialidades Médicas (Cemar) Siqueira Campos, referência para a doença, e com uma unidade sentinela no Hospital Universitário (HU), no Ambulatório de Dermatologia.

Segundo Kátia Gonçalves, da área técnica do programa, a campanha tem papel fundamental na informação e no enfrentamento do preconceito. “A hanseníase tem cura, o tratamento é gratuito e está disponível na Atenção Primária. Quanto mais cedo o diagnóstico, menores as chances de transmissão e sequelas”, afirma.

Os dados epidemiológicos reforçam a importância da vigilância permanente no município. Em 2023, Aracaju registrou 85 casos novos de hanseníase; em 2024, foram 64 registros; e, em 2025, 80 casos confirmados. Os principais sintomas incluem manchas esbranquiçadas, amarronzadas ou avermelhadas na pele, com perda ou diminuição de sensibilidade ao toque, ao calor ou ao frio, além da redução ou ausência de pelos na região afetada. “Ao identificar esses sinais, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima”, ressaltou Kátia.

O tratamento da hanseníase é realizado imediatamente após a confirmação do diagnóstico. “A medicação é disponibilizada nas unidades básicas, o tratamento pode ter duração de seis meses para os casos paucibacilares e de 12 meses para os multibacilares. Também é importante a avaliação dos contatos intradomiciliares como estratégia essencial para interromper a cadeia de transmissão e prevenir o surgimento de novas infecções”, salientou Kátia. 

No Janeiro Roxo, a Saúde de Aracaju intensifica as ações educativas para combater o estigma associado à doença, conhecida no passado como lepra, e reforça à população que a hanseníase tem cura e que o acesso tanto ao diagnóstico quanto o tratamento está disponível na rede municipal durante todo o ano.

Foto: Ascom/SMS