Hospital de Cirurgia realiza primeiros transplantes renais em mulheres e já soma oito procedimentos

Após iniciar o Serviço de Transplante Renal em janeiro deste ano, por meio da Rede Estadual de Saúde, o Hospital de Cirurgia (HC) - referência em média e alta complexidade em Sergipe - realizou os primeiros transplantes renais em mulheres no mês de março. As duas pacientes transplantadas já receberam alta hospitalar e apresentam boa evolução clínica.

Até o momento, o Cirurgia já soma oito transplantes renais realizados, ampliando o acesso ao tratamento para pacientes com doença renal crônica em estágio avançado em Sergipe graças à parceria com o Governo do Estado e a Secretaria de Estado da Saúde (SES). A oferta do serviço no próprio estado permite que os pacientes realizem o procedimento próximos da família e da rede de apoio, após anos de espera.

Para o urologista Dr. Diego Marques, um dos cirurgiões responsáveis pelos transplantes renais, a realização dos primeiros procedimentos em mulheres representa um avanço importante na consolidação do serviço. "O transplante renal vem para dar mais qualidade de vida a essas pacientes, que dependiam de uma máquina de hemodiálise três vezes por semana. E tivemos a grata alegria de fazer justo em março, no mês dedicado às mulheres. Agora, elas passam a ter mais liberdade e autonomia", ressalta.

1ª paciente transplantada

A primeira transplantada renal foi Jucilene da Silva Monteiro, 53 anos, moradora da cidade de Nossa Senhora da Glória. Ela enfrentava a doença há anos e fazia hemodiálise há quase um ano. "Foi ótimo fazer o transplante de rim, foi uma etapa vencida. A minha luta começou há muito tempo. Mas tinha 11 meses que eu fazia hemodiálise", conta.

Jucilene relata como descobriu a doença e relembra o caminho até o transplante: "O médico descobriu que era inflamação de rim. Aí me caminhou para Aracaju, eu vinha de dois em dois meses para o médico. Eu só sentia queimação no rim. Aí, depois de três anos, foi que eles botaram a coisa (comecei hemodiálise)".

Mesmo diante das dificuldades, Jucilene destaca a conquista após o procedimento. "Foi doloroso chegar até, mas consegui", frisa.  Com a alta hospitalar, a expectativa dela é retomar a rotina e a autonomia. "Vai mudar tudo, porque não vou estar dependendo de uma máquina. Vou cuidar da minha casa, pois quem cuidava era minha filha. O cansaço agora, com fé em Deus, que consegui o transplante, vai melhorar", afirma.

2ª paciente transplantada

Moradora da cidade de Carira, Cintia de Oliveira Neves, 39 anos, foi a segunda transplantada renal no Cirurgia. "É uma satisfação ser uma das primeiras mulheres a ser transplantada aqui no nosso estado", afirma a paciente, sem esconder a alegria e emoção.

Cintia relembra a sua longa trajetória até o procedimento. Ela conviveu com a doença renal por mais de seis anos. A descoberta aconteceu após sintomas inesperados. "Descobri a doença quando comecei a vomitar, passar mal. Fui para cardiologista e, só de olhar, ela já disse que era problema renal. Assim que comecei a diálise, os médicos já falaram que o meu caso era muito sério e que precisava transplantar", relata.

Cintia precisou entrar na fila de transplante em outro estado em 2021. Mas, com a retomada do transplante renal em Sergipe, a possibilidade de realizar o procedimento mais perto de casa trouxe alívio para ela. "Muito gratificante, porque a gente não precisa se deslocar para São Paulo. Fiz o meu transplante aqui e estou no meu estado, junto com a minha família. É bem melhor", avalia.

A alta hospitalar marcou o início de uma nova fase na vida de Cíntia. "O meu sentimento é de gratidão, principalmente à família que doou esse órgão para mim. É um sentimento que não cabe no peito. A minha alegria é imensa", afirma. Ela é grata também ao Cirurgia pelo atendimento recebido. "O hospital é excelente. Desde a entrada até os faxineiros, são todos excelentes. Os médicos e enfermeiros são nota dez", destaca.

Texto e foto Hospital de Cirurgia