Professores fazem paralisação no próximo dia 12 no município de Socorro

Na tarde de ontem, dia 5 de maio, aconteceu mais uma rodada de negociação entre o SINTESE e a Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro sobre a pauta de reivindicações de professoras e professores da rede municipal de ensino.

A situação não é das melhores. “Esta já foi a nona audiência de negociação. Já entramos no mês de maio e nenhum avanço”, comentou Adenilde Dantas, diretora Financeira do SINTESE e professora da rede de ensino de Socorro. “Não tivemos atualização do piso salarial no ano de 2025 e, para 2026, o que a prefeitura nos apresenta é ainda pior”, acrescentou.

Segundo a diretora, a gestão municipal quer destruir direitos conquistados pela categoria. “Além de descumprir uma lei federal ao não atualizar o piso salarial dos professores – tanto efetivos, como contratados –, a Prefeitura de Socorro quer acabar com a regência. Como estamos firmes na luta, ele não conseguiu acabar, mas agora quer reduzir o percentual de 30% para 15%. E essa é mais uma ação ilegal, pois reduz a remuneração dos trabalhadores”, comentou Adenilde.

Como se não fosse o bastante, a proposta da gestão municipal só piora. “Eles querem aplicar o percentual de atualização do piso de 2026, que é 5,4%, a partir do mês de maio e querem pagar o retroativo referente ao ano de 2025 e aos primeiros quatro meses de 2026 em 12 parcelas a partir de janeiro de 2027. Um completo desrespeito à categoria”, informou a diretora. “Além disso, eles ainda condicionam a proposta ao corte na regência. Um absurdo imenso, pois é a destruição de um direito conquistado e redução de remuneração, o que infringe a Constituição”, acrescentou Adenilde.

“Tudo que temos em Socorro foi conquistado com muita luta de professoras e professores junto com o SINTESE. Não vamos aceitar a destruição de nossa carreira, a destruição de nossos direitos e a redução de nossa remuneração. Seguimos em luta”, afirmou a vice-presidenta do SINTESE, Leila Moraes, que também estava na audiência.

Ao fim da reunião, os diretores do SINTESE se reuniram em assembleia com professoras e professores da rede que aguardam em vigília na sede da Prefeitura de Socorro. A categoria rejeitou a proposta apresentada pela gestão municipal e decidiu paralisar as atividades na próxima teça, dia 12 de maio. “Não admitimos desrespeito. A luta segue firme”, afirmou a vice-presidenta.

A audiência contou com a participação dos professores Simone Gama e Manoel Pedro Cardoso, também diretores do SINTESE; do vice-prefeito, Elmo Paixão; do secretário municipal de Educação, Altemar Santos; e representantes da gestão municipal.

Por Elisângela Valença - Ascom Sintese