MPSE e UFS avançam no desenvolvimento de sistema para modernizar e ampliar  o alcance do POA

MPSE e UFS avançam no desenvolvimento de sistema para modernizar e ampliar  o alcance do POA

A parceria estratégica entre o Ministério Público de Sergipe (MPSE) e a Universidade Federal de Sergipe (UFS) alcançou uma nova etapa nesta segunda-feira, 4, com a apresentação dos avanços no desenvolvimento do “Sistema POA” – uma plataforma web projetada para otimizar a gestão do Programa Oportunidade Aprendiz. A solução tecnológica é fruto de uma atuação conjunta entre a Coordenadoria de Inovação do MPSE e o Departamento de Computação da Universidade Federal de Sergipe (DCOMP/UFS), por meio da Liga Acadêmica de Desenvolvimento Web (LAWD), que assumiu o desafio de criar uma ferramenta específica para as demandas do programa.

Representantes da Coordenadoria de Inovação, da Diretoria de Tecnologia da Informação (DTIC), da Divisão de Equipe Interdisciplinar, da 8ª Promotoria de Justiça da Infância e Adolescência e da UFS participaram da apresentação do sistema.

A iniciativa representa um importante avanço na transição digital, com reflexos diretos na atuação da 8ª Promotoria de Justiça da Infância e Adolescência. Atualmente, o gerenciamento do programa é realizado de forma não estruturada, por meio de planilhas e e-mails. Com o novo sistema em fase de refinamento, a expectativa é centralizar dados de cadastros e acompanhar de forma mais precisa o histórico dos jovens, facilitando o cruzamento de informações com as vagas disponibilizadas por empresas parceiras.

Para o Promotor de Justiça Anderson Viana, Coordenador de Inovação do MPSE, o projeto é um passo essencial para a eficiência do atendimento ao Jovem Aprendiz. “A ideia é facilitar a execução do programa de modo a diminuir a burocracia e ampliar o alcance. Nós temos um termo de cooperação com a Universidade Federal de Sergipe e esse convênio tem o objetivo de integrar o Jovem Aprendiz, o Ministério Público, a UFS e a sociedade de uma maneira geral”, explicou.

O foco do programa é a inclusão de adolescentes em situação de vulnerabilidade, como jovens acolhidos ou que cumprem medidas socioeducativas. A Promotora de Justiça Maria Lilian Mendes Carvalho destacou que a automação dos processos permitirá ampliar os resultados de uma política que já inseriu mais de 500 jovens no mercado. “Tudo era feito de uma forma manual. A gente já tinha pedido um sistema para esses dados, que são muitos. Com o sistema para o POA, vamos poder fazer o cadastro, ver esses dados e cruzá-los com as vagas que vão surgindo com as empresas, buscando novos parceiros”, pontuou.

O desenvolvimento técnico, conduzido de forma pro bono por estudantes da UFS, entra agora em etapas finais de ajustes. Davi Bittencourt, integrante da Liga Acadêmica de Desenvolvimento Web, detalhou que as funcionalidades essenciais já foram estabelecidas. “Foi muito bom trabalhar em parceria com o Ministério Público. Ainda estamos em pés iniciais, refinando o sistema, mas a ideia está bem estruturada. Trabalhamos com funcionalidades primordiais e temos melhorias a seguir que já estão no nosso horizonte”, afirmou.

Com informações do MPE - Foto: Ícaro Novaes