Ato Ditadura Nunca Mais defende democracia e soberania dos povos da América Latina

‘Ditadura Nunca Mais e em Defesa da Soberania dos Povos da América Latina!’ essa foi a mensagem de sindicalistas, da Central Única dos Trabalhadores, UGT, Dialogay e militantes de esquerda que construíram na manhã desta quarta-feira, dia 1º de abril, no Centro de Aracaju, no Calçadão da João Pessoa, um protesto para lembrar a população do dia em que foi deflagrado o último golpe ditatorial no Brasil.

Presidente da CUT-SE, Roberto Silva se referiu à Ditadura Militar do Brasil como 21 anos de uma história marcada por assassinatos, prisões políticas, estupros de mulheres, todo tipo de crime covarde contra cidadãos e cidadãs brasileiras que defendiam a democracia.

 “Hoje defendemos o Brasil livre de amarras do imperialismo norte americano. Este dia 1º de abril é importante pelo que vivemos internacionalmente. Temos os EUA novamente interferindo na política dos países, desrespeitando a soberania dos povos e atacando quem se opõe aos seus interesses econômicos. Não podemos esquecer que a ditadura do Brasil, de 1964 a 1985, representou a imposição estadunidense na política brasileira”, criticou Roberto Silva.

O presidente da CUT-SE reforçou que datas importantes na história do Brasil não podem ser esquecidas. “Hoje é um dia para des-comemorar o golpe ditatorial. É dia de dizer: ditadura nunca mais! E reafirmar que lutaremos contra o golpe, contra ditadores, e queremos ditadores na prisão, como hoje Bolsonaro está preso pela tentativa de golpe à democracia brasileira”, declarou Roberto Silva.

Preso político da ditadura militar, Marcélio Bonfim participou do protesto e contou que foi preso e torturado duas vezes, a primeira na deflagração do golpe de 1964 e a segunda durante a Operação Cajueiro, realizada em 1976, em Aracaju. “Os EUA precisam respeitar os países, a auto-determinação dos povos, e a gente precisa barrar o fascismo comandado por bolsonaristas da direita do Brasil”, afirmou Marcélio Bonfim.

Atacar jornalistas é atacar a democracia brasileira. A difusão em massa de mentiras, além das ameaças, perseguições, violências e atentados contra a vida de jornalistas foi o tema discutido pela vice-presidenta do SINDIJOR/SE, Elisângela Valença.

 “Defender a democracia significa proteger as liberdades da maioria, a proteção da sociedade e a proteção dos jornalistas, porque as práticas da ditadura atacavam o jornalismo sergipano e brasileiro. A gente tem visto ameaças de perseguições, assédio judicial, assédio moral, perseguições nas redes sociais para desmoralizar e desonrar o jornalismo e os profissionais da comunicação. A gente não pode aceitar que isso volte. Ameaças à vida dos jornalistas tem voltado a acontecer!”, denunciou Elisângela Valença.

DIA 15 DE ABRIL

Durante o protesto, as lideranças sindicais também defenderam a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e fim da jornada 6x1. O dia 15 de abril está sendo construído nacionalmente como um dia de luta pela redução da jornada de trabalho.

“Precisamos reduzir a jornada para 5 dias de trabalho e 2 dias de descanso. Queremos isso de imediato. O trabalhador precisa ter condições de ficar com a família, ter condições de ir na igreja, descansar, se divertir. É assim que se respeita o trabalhador. Porque o patrão vai pega o iate, vai tomar o uísque nas Ilhas Caimã, no Caribe, e o trabalhador fica na labuta para dar o lucro para as empresas do patrão. Vida além do trabalho já. Vamos à luta companheiros e companheiras!”, convidou Roberto Silva, presidente da CUT-SE.

Texto e foto Iracema Corso