"Ainda estamos aprendendo sobre os efeitos do uso prolongado das canetas emagrecedoras"

O alto consumo dos medicamentos análogos do receptor GLP-1, chamados popularmente de "canetas emagrecedoras", é uma realidade no mundo. Porém, de acordo com o médico cirurgião digestivo e especialista em bariátrica, Rogério Rodrigues, a ciência ainda estuda os efeitos do uso prolongado dessas medicações.

"Vamos imaginar a seguinte situação: o paciente começa a perder peso, interrompe o tratamento, recupera peso e depois reinicia a medicação. Uma das perguntas que a ciência ainda busca responder é como múltiplos ciclos de perda e ganho de peso podem afetar a composição corporal e os mecanismos reguladores do peso, causando reganho de peso. A verdade é que ainda estamos aprendendo sobre os efeitos do uso prolongado das canetas emagrecedoras", disse.

O médico ressalta que a obesidade não é simplesmente o excesso de comida: é uma doença complexa, influenciada por hormônios, genética, metabolismo, sistema nervoso e pela comunicação entre o intestino e o cérebro. Por isso, segundo ele, embora as "canetas emagrecedoras" tenham revolucionado o tratamento contra a obesidade, a cirurgia bariátrica continua sendo o tratamento mais eficaz e duradouro para pacientes com obesidade grave.

"A cirurgia bariátrica não é apenas diminuir o estômago. Ela promove profundas alterações metabólicas, aumentando os hormônios, as saciedades, como o GLP-1 e PYY, melhorando a sensibilidade à insulina e alterando positivamente a microbiota intestinal. A bariátrica é considerada uma cirurgia metabólica, por isso, apesar das canetas emagrecedoras, a bariátrica permanece sendo o tratamento mais eficaz contra a obesidade grave. É importante frisar que a obesidade é uma doença crônica e o tratamento precisa ser individualizado", declara o médico cirurgião digestivo e especialista em bariátrica, Rogério Rodrigues.

Triade Comunicação e Assessoria